
OS PRIMEIROS PASSOS DE CRIANÇA!
Os acidentes mais comuns que ocorrem na "dentição de leite" são quando os bebês e as crianças estão aprendendo a andar.
O dente amolece em seu alvéolo ou é deslocado de sua posição original, podendo se deslocar para dentro do alvéolo (intruir) ou descer, dificultando o fechamento da boca.
O dentista deve ser consultado, para que a extensão do dano seja avaliada. Muitas vezes, esse dano é bem maior que aparenta ser.
Frequentemente é preciso radiografar o dente e observar por um período determinado. O dentista deve também orientar os pais sobre os cuidados a serem tomados na área afetada, assim como sobre futuros problemas que poderão comprometer a dentição permanente.
VOCÊ JÁ OUVIU FALAR EM ODONTOLOGIA INTRA-UTERINA?
É importante desmistificar a crença de que o tratamento odontológico possa prejudicar a gestante e o feto.
A gestação é um período especial na vida da mulher e a futura mamãe esta receptiva para a introdução de novos hábitos em prol da saúde do bebê, como, por exemplo, a nutrição e a higiene. Afinal, os dentes do bebê começam a se formar na sexta semana de vida intra-uterina e o paladar do bebê no quarto mês, comprovando que mães viciadas em sacarose (açúcar) terão filhos que exageram nos doces.
A CÁRIE É UMA DOENÇA TRANSMISSÍVEL?
Sim. O grupo de bactérias que forma a cárie chama-se STREPTOCOCCUS MUTANS e o veículo de transmissão é a saliva.
O STREPTOCOCCUS MUTANS adere às superfícies oclusais dos dentes e muitos bebês já apresentam cáries em incisivos anteriores, dentes que não possuem a face oclusal, o que significa que essas bactérias foram transmitidas por contágio. Os bebês ainda não têm defesa para bactérias, as quais os adultos estão em equilíbrio com meio.
COMO PREVENIR AS MALOCLUSÕES?
Grande parte das maloclusões ocorre por falta de função. As funções orais: deglutição, sucção, mastigação, respiração e fala.
O incentivo a amamentação é fundamental para a prevenção de muitas das maloclusões, pois o seio permite um desenvolvimento natural na face do bebê, tanto na postura quanto na força muscular.
Quando a mãe não pode amamentar, é importante que ela seja orientada em relação aos bicos para mamadeira que menos prejudiquem o bebê, já que estes mudam a postura da língua e alteram os estímulos de crescimento (idem para chupetas).
A respiração bucal deve ser tratada com urgência. Também deve-se observar a deglutição atípica, as crianças que falam pela língua e a introdução de maus hábitos bucais como chupeta, dedo e mamadeira.
Todos os pontos citados alteram a direção e a força de crescimento consequentemente, então, sua forma.
A mastigação também deve ser progressiva. Ou seja, uma criança que nunca usa a musculatura da face durante a amamentação e posteriormente em papinhas naturais consistentes, dificilmente conseguira comer um bifinho um dia. É importante, estabelecer um padrão de alimentação correta a cada fase da dentição para um correto desenvolvimento da oclusão.
O FLÚOR FAZ MAL A SAÚDE?
Não. O flúor é benéfico, pois reduz a cárie dentária, um grande problema de saúde que afeta mais de 95% da população. Porém, deve ser ingerido na dosagem correta, para haver a prevenção sem efeitos colaterais.
DE QUE MANEIRA O FLÚOR FORTALECE O DENTE?
Ele deve estar presente na saliva e,consequentemente, banhando os dentes, interferindo nos microorganismos produtores da cárie e alterando os cristais do esmalte, tornando-os mais resistentes ao ataque da cárie.
QUAIS AS FORMAS DE USAR O FLÚOR?
O flúor pode ser ingerido através da água de abastecimento público e do sal de cozinha e pode ser adicionado ao leite (geralmente em programas alimentares em escolas) sob a forma de comprimidos ou gotas. Essas formas são chamadas de “sistêmicas”, porque têm um metabolismo próprio no corpo humano. O flúor pode ser usado localmente nos dentes por meio de cremes dentais (pastas de dente), bochechos, aplicações tópicas ou, ainda, por vernizes fluoretado.
DEVE-SE TOMAR FLÚOR NA GRAVIDEZ PARA BENEFÍCIO DA CRIANÇA?
Não se deve tomar flúor na gravidez, pois se a mãe recebe normalmente o flúor sistêmico, através da água, por exemplo, uma pequena parte do flúor chega até o feto. Por outro lado, se a gestante não receber flúor sistêmico e começar a tomá-lo na gravidez, serão necessário cerca de 6 meses para haver embebição e saturação do flúor no corpo da mãe, para depois chegar ao filho.Se somarmos esse 6 meses com 2 meses, aproximadamente, para o diagnóstico da gravidez,o tempo útil fica reduzido.
A APLICAÇÃO TÓPICA PERIÓDICA DE FLÚOR EM CRIANÇAS FUNCIONA?E NOS ADULTOS?
A aplicação periódica de flúor em crianças funciona, reduzindo o risco de cárie. A freqüência maior, em geral, é mais benéfica. Já a aplicação tópica em adultos reduz a incidência de cárie, embora com resultados mais modestos do que em crianças. Deve-se lembrar que a interrupção do uso de flúor pode aumentar ligeiramente o aparecimento de novas cáries.
QUANDO SE DEVE FAZER A PRIMEIRA APLICAÇÃO DE FLÚOR NA CRIANÇA?
A primeira aplicação de flúor deve ser feita o mais precocemente possível, isto é, após o nascimento dos dentes de leite.
O FLÚOR INTERFERE NA DOENÇA GENGIVAL?
Não. Somente de forma indireta, pela redução de cárie.
NAS CIDADES ONDE EXISTE FLUORETAÇÃO DE ÁGUA, EXISTE ALGUM PROBLEMA EM SE USAR PASTA OU BOCHECHO COM FLÚOR?
Não há problema em se usar pasta ou bochecho com flúor em cidades com fluoretação das águas, desde que não ocorra ingestão da pasta ou da solução do bochecho.
FAZ MAL À CRIANÇA ENGOLIR PASTA COM FLÚOR?
Não é recomendável. Se ocorrer a ingestão sistemática (sempre que escovar os dentes) por muitos anos, está poderá causar a fluorose dentária. O volume da pasta a ser colocado na escova deve ser limitado a 0,5 cm ou menos, em função da idade da criança. A ingestão ocasional não traz maiores problemas.
CUIDADOS COM OS DENTES DURANTE A GRAVIDEZ
Durante a gravidez, há uma série de alterações no organismo da mulher que, associadas a algumas mudanças nos hábitos de vida, podem levar ao aparecimento ou piora de problemas dentários como cáries e gengivites. Entre estas alterações podemos citar:
Aumento da acidez da cavidade oral;
Alteração do hábito da gestante que passa a se alimentar com maior freqüência;
Maior consumo de doces;
Diminuição dos cuidados com a higiene oral, principalmente antes e depois do parto, quando a atenção da mãe está mais voltada para os cuidados com a saúde do bebê.
O QUE FAÇO PARA EVITAR PROBLEMAS DENTÁRIOS NA GRAVIDEZ?
Os mesmos cuidados fora da gravidez devem ser feitos durante a mesma, porém redobrados. Assim, devemos:
Evitar o "comer fora de hora";
Evitar o consumo excessivo de doces. Se for impossível, procurar ingeri-los somente logo após as refeições;
Escovar religiosamente os dentes e passar fio dental após as refeições;
Visite seu dentista pelo menos uma vez durante a gravidez. Ele poderá orientá-la melhor quanto a algumas medidas preventivas como o uso de flúor.
POSSO TRATAR MEUS DENTES DURANTE A GRAVIDEZ?
O ideal é realizar qualquer tratamento dentário antes da gravidez, mas caso haja necessidade, a melhor época para tal é o 2º trimestre (entre o 4º e o 6º mês). No 1º trimestre deve-se evitar o uso de medicamentos, pois o bebê ainda está se formando, e no 3º trimestre a mãe já está numa fase de ansiedade maior devido à proximidade do parto.
POSSO TIRAR RADIOGRAFIAS ODONTOLÓGICAS DURANTE A GRAVIDEZ?
As radiografias auxiliam o dentista a detectar cáries ou outros diagnósticos mais complicados e, dependendo da necessidade, podem ser feitas. O seu dentista saberá a melhor hora de fazê-las (ou não fazê-las) e a importância das mesmas. Vale lembrar que o raio-X não estará direcionado à sua barriga, mas mesmo assim, deve-se sempre usar um colete de chumbo para proteger você e seu bebê.
CÁRIE DE MAMADEIRA
A mamadeira quando dada à criança na hora de dormir (pior ainda se estiver adoçada com açúcar), é um verdadeiro desastre para os dentinhos já que o açúcar vai agir por 6 a 8 horas, provocando o que é conhecido como "cárie de mamadeira".
AMAMENTAÇÃO X ODONTOLOGIA
A amamentação é um ato muito importante na vida da criança e da mãe. O leite materno tem efeito imunizante sobre o bebê, além de proporcionar um melhor desenvolvimento mental, refletindo isso na fala, respiração e dentição da criança, além de prevenir tantas doenças tanto na mãe quanto no bebê.
A amamentação não é somente o ato de alimentar, como também um exercício para o desenvolvimento ósseo e da musculatura bucal da criança. Ao nascer, o bebê tem o maxilar inferior muito pequeno, alcançando o equilíbrio com o superior através da sucção do peito. É um grande esforço físico para a criança, com o qual haverá um crescimento harmonioso entre face e dentição. Com a mamadeira esse exercício é quase inexistente, pois o movimento da mesma e o furo generoso do bico quase não requerem esforço dos pequenos.
Desta forma os maxilares se desenvolvem melhor, proporcionando então um melhor alinhamento da dentição, musculatura firme, respiração correta pelo nariz evitando muitas enfermidades. Quando a criança respira pela boca os dentes ficam mais ressecados e propensos à cáries, as gengivas podem ficar inflamadas tendendo aos maxilares ficarem deformados provocando os dentes encavalados.
Atrelada à mamadeira está a chupeta as quais são usadas durante muito tempo na vida da criança, estes hábitos afetam o posicionamento dos dentes trazendo conseqüências à fala e à respiração. É importante que na fase do desmame a mãe introduza novos alimentos com copos e colheres, evitando o uso de mamadeiras.
O acompanhamento de um dentista desde os primeiros meses de vida é importante para que a criança tenha uma boa dentição e hábitos de higiene, prevenindo assim o surgimento de cáries.













